Blog do Curso de Desenho Artístico oferecido pela Secretaria da Cultura de Votorantim-SP. Prof. Daniel Duarte
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Use o Google!!
Bill Waterson

William B. Watterson II, mais conhecido como Bill Watterson, (Washington, 5 de julho de 1958) é o autor da tira de jornal Calvin e Hobbes.
Watterson acredita em seu trabalho pela realização pessoal que ele dá. Aos formandos de 1990 do Kenyon College, ele disse: "É surpreendente como trabalhamos duro quando o trabalho é feito apenas para nós mesmos." Calvin e Hobbes foi publicado pela primeira vez em 18 de novembro de 1985. No livro de comemoração do décimo aniversário da tira, Watterson escreveu que suas influências incluem Charles Schulz, por seu trabalho em Minduim, Walt Kelly, por sua tira Pogo, e George Herriman, por Krazy Kat— Watterson também escreveu a introdução do primeiro volume da compilação de tiras coloridas de Krazy Kat. O estilo de Watterson também reflete a influência de Little Nemo in Slumberland, uma tira desenhada no começo do Século XX por Winsor McCay.
O gato de Watterson, Sprite, inspirou boa parte da personalidade e atributos físicos de Hobbes. Além disso, ele inseriu partes de sua própria vida nas tiras. Ele é um ciclista ávido, e esse tema é recorrente em Calvin e Hobbes. Já os discursos do pai de Calvin para tentar fazer o filho "construir caráter" vêm de seu próprio pai.
Watterson passou boa parte de sua carreira tentando mudar o clima das tiras de jornais. Ele acreditava que o valor artístico dos quadrinhos estava sendo prejudicado e que o espaço que eles ocupavam nos jornais estava diminuindo continuamente, sujeito a caprichos arbitrários de editores pouco arrojados. Ele não parou por aí, e disse que a arte não deve ser julgada pelo meio em que ele é criado (ou seja, não há arte "alta" ou "baixa", apenas arte).
O autor ainda lutou contra a pressão de editores para comercializar seu trabalho, algo que ele achava que iria "diminuir" sua tira. Ele recusava-se a comercializar suas criações, dizendo que colar imagens de Calvin e Hobbes em canecas, adesivos e camisetas à venda desvalorizaria os personagens e suas personalidades. Ele também recusou-se a permitir que fosse feita uma versão em desenho animado da tira. Watterson costumava criticar a decisão de Jim Davis de licenciar sua tira Garfield em tantos produtos, dizendo que isso "diminuiria" a tira.
Watterson opôs-se à estrutura que os editores impunham em tiras dominicais: a tira padrão começa com um retângulo grande e comprido com o logotipo da tira ou um quadrinho que pode ser eliminado da área principal, para que jornais com problemas de espaço pudessem tirar a parte de cima se assim o desejassem; o restante da tira é apresentado como uma série de retângulos de diferentes larguras. Na opinião de Watterson, esse formato limitava as opções do cartnista. Depois de um ano sabático em 1991, ele ganhou uma exceção a essas restrições para Calvin e Hobbes, o que o permitiu desenhar as tiras de domingo como ele queria. Em muitas de suas tiras dominicais os quadrinhos sobrepõem-se ou contêm seus próprios quadrinho; em outras, a ação progride diagonalmente ao longo da tira.
A última tira de Calvin e Hobbes foi publicada em 31 de dezembro de 1995. Desde que se aposentou, Watterson tem se dadicado à pintura, geralmente desenhando paisagens de florestas com seu pai. Em 21 de dezembro de 1999 um pequeno artigo escrito por Watterson em ocasião do fim da tira Peanuts foi publicado pelo jornal Los Angeles Times. Ele tem se mantido longe das vistas do público e não deu nenhuma indicação de que pode vir a dar continuidade à tira, criar novos trabalhos baseados nos personagens ou mesmo dar início a novos projetos. Ele recusa-se a dar autógrafos ou a licenciar seus personagens, mantendo-se fiel aos princípios que sempre apregoou. Ele costumava autografar sorrateiramente cópias de seus livros na Fireside Bookshop, uma livraria familiar em Chagrin Falls, mas, ao descobrir que algumas pessoas estavam vendendo os livros autografados por altos preços em leilões on-line, ele parou de fazê-lo. Por questões de privacidade, ele raramente dá entrevistas ou faz aparições públicas.
Nota minha: Calvin e Hobbes é a melhor tira em quadrinhos de todos os tempos. As histórias são escritas e desenhadas com pura genialidade mostrando oque criatividade e um pouco de nanquim podem fazer! Todo mundo deveria ler!Hergé

Georges Prosper Remi (Etterbeek, 22 de maio 1907 — Woluwe-Saint-Lambert, 3 de março 1983), conhecido pelo nome Hergé, foi um escritor, artista, e desenhista de história em quadrinhos. Tornou-se famoso como criador do consagrado e mundialmente conhecido personagem e herói Tintim, em As Aventuras de Tintim, que ele escreveu e ilustrou a partir de 1929 até à sua morte em 1983.
Hergé nasceu em Etterbeek na Bélgica. A inspiração para Tintim veio, segundo declarou Hergé, do seu irmão Paul, apesar de que este assunto ainda gera polêmicas até hoje. Muitos dos principais personagens retratados nas suas histórias eram baseados em pessoas de carne e osso. Tintim nasceu em 1929.
Conhecido como o Walt Disney Europeu, Hergé criou diversos personagens além de Tintim, tais como Jo, Zette e Jocko. Hergé também criou Quim e Filipe (Quick et Flupke), dois meninos miúdos que vivem aventuras urbanas. O estilo impecável de Hergé e o soberbo uso de cores levou-o a ser aclamado internacionalmente.Os álbuns de Tintim, como os de outros personagens criados por Hergé, são lidos em mais de 40 línguas pelo mundo fora. Seu estilo influenciou a criação de outros personagens mais famosos dos quadrinhos, como (Astérix, Lucky Luke, Blake & Mortimer e muitos outros). Os álbuns com histórias completas são um marco no desenvolvimento de histórias em quadrinhos. Os álbuns de Tintim são de uma precisão incrível, com todos os detalhes minuciosamente cuidados.
Alex Ross

Alex Ross (nascido em 22 de janeiro de 1970) é um pintor de histórias em quadrinhos norte-americano, aclamado pelo realismo fotográfico de seu trabalho. Ross é, de longe, o mais proeminente pintor dos quadrinhos e é conhecido por sua paixão pelos visuais antigos de personagens clássicos e pelo lado místico dos super-heróis.
Nos últimos dez anos a maioria de seu trabalho foi direcionado para as duas grandes editoras do gênero, a Marvel Comics e a DC Comics. Ele também é co-criador da série Astro City, que explora o mito de super-heróis.
Entre os trabalhos de Ross destacam-se Marvels (ed.Marvel, 1994), minissérie em quatro partes, sobre o ponto de vista de pessoas comuns em um mundo recém apresentado aos super-heróis e Kingdom Come(Reino do Amanhã) (DC, 1996), sobre um futuro violento onde os humanos não conseguem mais conviver com os supra-humanos. No final dos anos 90 e começo dos anos 2000, Ross lançou em parceria com Paul Dini histórias em formato tablóide comemorando o aniversário de 60 anos dos ícones Superman, Batman, Mulher-Maravilha e Capitão Marvel.
Jean Giraud Giro - Moebius

Jean Giraud (nascido em 8 de maio de 1938) é um artista francês de história em quadrinhos que também colaborou na produção de diversos filmes. Giraud é também conhecido pelos pseudônimos de Moebius e Gir. Ele começou a publicar suas primeiras tiras aos 18 anos, logo tornando-se um dos ilustradores mais consagrados da Europa.
Sua primeira história publicada foi "Frank et Jeremie" para a revista Far West, em 1956, publicada antes de seus 18 anos. Ainda na década de 50, fez quadrinhos para a Sitting Bull, Fripounet et Marisette, Âmes Vaillantes e Coeurs Vaillants.
Sua carreira foi interrompida pelo serviço militar que prestou na Argélia, porém, ao retornar, se tornou aprendiz de Jijé, um dos principais quadrinistas europeus da época, com quem colaborou Jerry Spring. Giraud foi por ele indicado para desenhar a série de faroeste Blueberry, que seria publicada pela revista Pilote.
Em 1963, Moebius aparece pela primeira vez na revista Hara Kiri. Nela, foram publicadas 21 tiras em 1963 e 64, e então se passou quase uma década até que o pseudônimo fosse utilizado novamente. Em geral, Giraud assina como Moebius em seus trabalhos de ficção científica e fantasia, que costumam ser mais experimentais.
Em 1974, ele formou os Humanoïdes Associés junto com Jean-Pierre Dionnet, Philippe Druillet e Bernard Farkas. No mesmo ano, lançaram a revista de fantasia e ficção científica Métal Hurlant, que se tornaria muito influente. Já em seu primeiro volume, a capa era de Moebius e Philippe Druillet, e havia as primeiras histórias de Arzach e Major Grubert. A maior parte de seu trabalho na revista foi republicada depois.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Estudo anatômico - Exercício 2
Durante o estudo de anatomia é natural que o aluno sinta-se frustrado com os resultados iniciais. Nosso corpo é formado por uma complexa estrutura que envolve ossos, músculos, pele e expressão, que varia muito conforme o angulo sob o qual somos vistos. Como vocês devem se lembrar, estudamos em classe as proporções ideais do corpo humano (eu insisti para que todo mundo decorasse as linhas, lembram-se?) Essas proporções serão extremamente úteis em todos os desenhos de corpo humano daqui pra frente.
Nesse exercício usaremos um modelo para referência em diversas situações, sentado em pé, de perfil... Lembrem-se que os exercícios propostos aqui no blog não tem um método rígido tendo como proposta incentivar os alunos ao mesmo tempo estudarem e divertirem-se durante o período de férias. Pois bem, qual nosso modelo então? Hoje em dia todo mundo tem um maquina fotografica digital, quem não tem a câmera em si tem um aparelho celular que pode ser usado com o mesmo fim. Vamos fotografar pessoas, da família, amigos, namorado(a) pedindo para que posem de uma determinada maneira (não desenhe todos da mesma forma). Procurem um local bem iluminado de preferência ao ar livre e procurem deixar a pessoa descontraida, assim as poses ficam mais naturais. Se você ficar constrangido em pedir para alguém, pode fotografar a si mesmo usando a função de espera que todas as câmeras e celulares tem, imprima as fotos no maior tamanho possível e vamos lá.

O processo é o mesmo de sempre. Comece usando o lápis 2B em traços finos e bem soltos, tente imaginar apenas os contornos do corpo, não se preocupe com detalhes por enquanto. Preste especial atenção as proporções (lembrem-se da tábua de 8 linhas). Quando terminar a primeira etapa com o lápis 2B pare por cinco minutos, tome um café, volte e olhe para o desenho. Conserte os eventuais erros e em seguida comece a usar o lápis 6B para detalhar as sombras. Tenha em mente a complexidade do tema, nenhum desenhista iniciante consegue resultados perfeitos nos primeiros exercícios.
Dicas: Nunca faça mais de dois desenhos usando a mesma foto de referência. Nunca desenhe mais de uma hora sem dar uma paradinha (tirar a cabeça do desenho por alguns minutos é vital para evitar erros que as vezes sõ percebemos quando o desenho já está terminado). Por ultimo, quem persiste sempre consegue, não desista.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O Estudo de Desenho
Os exercícios que seguem servem como exemplo de como é possível estudar arte em casa, com o uso de material básico como lápis e borracha e uma boa dose de vontade. No primeiro , uma simples caneca de vidro é possivel observar o quão satisfatorio pode ser trabalhar com referências simples, como objetos do dia e dia, observando principalmente dois aspectos básicos do desenho, primeiro a posição do objeto em relação ao desenhista (perspectiva) e a forma como a posição e direção da fonte de luz afeta a composição do degradê (luz e sombra). Sugiro que você tente encontrar um objeto que agrade ao olhar e posicione numa mesa comum que receba luz direta, de preferencia próximo de uma janela, na ausência dessas condições pode ser usada a iluminação de uma lampada comum do teto mesmo. Limite o uso da borracha ao mínimo, confie no traço adquirido ao longo dos últimos exercícios com lápis, admita pequenas falhas, busque a naturalidade e não a completa exatidão ao empregar o lápis 2B. Em seguida passe a sombrear com o lápis 6B prestando atenção a maneira como a direção de onde vem a luz influencia diretamente a disposição e volume das sombras. Terminado o esboço mude o objeto de lugar, coloque no chão ou num local mais alto. Repare como as sombras mudam, e também o formato do objeto fica diferente sob outra perspectiva, sob outro angulo e repita todo o processo. O artista procura sempre o melhor angulo, a melhor luz, o melhor fundo. A isso damos o nome de “composição” assunto que trataremos em breve e que tem enorme importância no resultado final de um desenho.
Exercício 1

Usando objetos comuns do dia a dia podemos aguçar nossa visão e desenvolver o traço de maneira natural, oque servirá como referência importante no próximo exercício que será postado aqui no blog na quinta -feira (06/01/11). Dicas: Escolha um momento em que você esteja calmo e relaxado, cumpra suas obrigações antes de desenhar, assim você não terá nenhuma pressão quanto ao tempo usado, podendo se aplicar mais e conseguir melhores resultados. Não se satisfaça com os primeiros desenhos, procure sempre novos angulos, uma luz melhor, uma posição que mostre bem o detalhe que você acha mais chamativo no objeto a ser desenhado. Acostume-se a fotografar os desenhos (coloque-os em um lugar bem iluminado para fotografar) peça sugestões e opinião a respeito: daneduarte@yahoo.com.br Saudades de todos vocês! Abraços!